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A Vida é estranha

Ouvindo: Pressure – Paellas

Esqueça tudo o que você sabe. Esqueça tudo o que você já viu ou acha que é a verdade absoluta. Todo dia é uma jornada nova que começa.

Faz tempo que eu quero parar pra escrever. Muito tempo mesmo. E eu nunca consigo. Sempre algo acontece.

A minha vida toda a escrita me acompanhou como uma forma de válvula de escape. Pros momentos bons e maus. E eu acabei deixando isso se esvair de mim.

Nesse momento (08:15, do dia 12 de setembro de 2017), eu estou dentro de um ônibus expresso da minha cidade, sentada no último banco olhando as pessoas de costas pra mim indo começar mais um dia das suas vidas, chorando.

Eu não estou chorando de tristeza propriamente dita. Eu não sei ao certo porque estou fazendo isso, ainda mais em público. Mas estou fazendo. Eu estava há dias com algo preso e a frase de um grande amigo que a vida me deu disparou isso.

“Cara eu amo vc. Estou fazendo o possível pra te fazer feliz

Como a vida é curiosa, eu não posso abraçar meu amigo porque ele está do outro lado do estado, mas foi como se fosse. Como se eu sentisse alguém do meu lado dizer:

“Tire esse pequeno tempo e coloque pra fora”

E agora eu estou aqui, me sentindo boba, perdida e rindo internamente de mim própria por estar se prestando a esse papel de ficar com a cara inchada e sem tempo hábil pra saber se vai mudar até eu chegar no trabalho e me entupir de café.

A vida é estranha. Realmente estranha.

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