Filmes e Cinema

Cinema a Jato: Rio, Deixe-me Entrar, Eu sou o Número 4 e Garotas do Rock

runaways

Se você não tem paciência para ler reviews imensos sobre filmes, quer ler a opinião de um ser humano comum que não é crítico de cinema (e vos fala apenas como uma humilde espectadora) e quer logo ir direto ao assunto, você está no lugar certo: Cinema a Jato para você!

Este final de semana a gripe veio me visitar e fiquei de molho em casa. O que trouxe como idéia algo que raramente fazemos por aqui – alugar filmes. Assisti a 4 filmes (um deles pela segunda vez) e vou dar um resumão para quem tem vontade (e curiosidade) de assistir os títulos e medo de não ser um boa escolha.

rio

Rio

Assisti Rio pela segunda vez por dois motivos –  adoro animações e outro porque o @DanWolks ainda não tinha assistido e eu encontrei diversas semelhanças de personalidade entre ele e o Blu. Na época em que saiu no cinema, não me animei para assistir e de certa forma essa decisão foi válida.

Rio vale a pipoca sim: é bem feito, a trilha sonora é bacana e a história é fofa. O visual é realmente lindo e a cena em que Blu e Jade voam de asa delta vale muito a pena. Como aspecto negativo cito o fato de ser corrido demais. Mas é uma animação realmente divertida e cativante.

Tentei fazer vista grossa em relação aos aspectos preconceituosos e um tanto quanto estereotipados do filme, principalmente se você morar no Rio de Janeiro e ver como estão retratando sua cidade lá fora. A marginalidade retratada como macaquinhos carismáticos que assaltam turistas, depois dizem que “acharam as coisas” roubadas foi realmente desnecessário, ainda mais em um filme “infantil” que tem um vilão e lacaios. A idéia que tudo termina em samba, que só pensamos em praia e Carnaval por aqui (mostrada no filme) é um tanto quanto exagerada. Mas não entrarei nesse mérito, pois o intuito do artigo é outro.

Letmein

Deixe-me Entrar

Se você curte um suspense, daqueles de ficar de cabelo em pé e roendo as unhas, assista a esse filme. Eu geralmente não gosto de filmes do gênero, mas esse achei bem bacana.

Embora um pouco clichê, em alguns momentos seja sem pé nem cabeça e fique devendo algumas explicações, trata-se de um filme perturbador que te prende do começo ao fim, mesmo sabendo como vai terminar.

A história do filme resume-se ao menino frágil que sofre bullying na escola e se vê em uma relação com um ser “poderoso” que o motiva a se vingar, no caso, uma vampira, interpretada por Chloe Moretz (Hit Girl, de Kick Ass). Minha admiração pelo trabalho de Chloe cresceu ao assistir ao filme, ela realmente é uma ótima atriz.

Alguns elementos do filme, como o menino ser voyeur e a presença-ausência do pai são aditivos interessantes para quem curte um friozinho na barriga. Fazia algum tempo que não assistia a filmes de vampiros que não fossem “bonitinhos”, citados como perversos, malignos que matam pessoas e não brilham no sol. Nele também são retratadas as limitações vampíricas, como não poder entrar sem ser convidado, sair de dia e sangue, muito sangue.

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Eu sou o Número 4

A algum tempo dei uma olhada no livro e ao ler rapidamente as abas fiquei entusiasmada pelo enredo. Esse entusiamo morreu ao assistir ao filme baseado na obra de Pittacus Lore, mesmo que seja prematuramente.

Pegue um protagonista digno de Clark Kent, mistérios sobre sua vida com pitadas de Percy Jackson, uma cidade bem ao estilo Smallville, a sempre insossa Dianna Agron interpretando – uma, pasmem, ex-cheerleader que é ex do Quarterback da escola, cães metamorfos, uma loira poderosa quem mais parece ter saído da Mansão X, vilões estereotipados, armas de Halo:Reach, carros que funcionam com poderes alienigenas e o exagero de Michael Bay. Com duas gotinhas de nitroglicerina temos o resultado: BOMBA. Só serviu mesmo para conhecer a deliciosa música do Civil Twilight.

Sinceramente, não indico esse filme a ninguém, a não ser se a pessoa deu joinha no filme de Tekken ou o do Wolverine. Ainda bem que não foi o último filme que eu vi na noite, pois ficaria muito frustrada. Vai ver o filme do Lula, que você ganha mais, amigo.

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Garotas do Rock

Vou ser bem honesta e dizer que só queria assistir ao filme por causa da minha amada Dakotinha e estava com um pouco de receio por ter lido em quase todos os lugares que o filme era péssimo. O filme não tem nada demais e nem é o que pintaram, muito pelo contrário, eu curti e em nada lembra a ch-ch-ch-CHERRY BOMB que tanto falaram.

O filme conta a saga das meninas do The Runaways (de certa forma distorcida da história original), ao tentarem se tornar estrelas do mundo do rock em uma época em que só os homens podiam tamanha façanha, tudo isso passando por dilemas familiares, um agente safado, drogas, problemas de ego, sensualidade e o famoso beijo da Dakota e da Kirsten. Obviamente por se tratar de um filme que se passa na época do rock sujo, é ate bem contido e limpo, para o que sabemos que rolava naquele tempo underground.

Kirsten nem de longe lembra a frágil Bella, de Crepúsculo, e me surpreendi com sua interpretação, mostrando que pode sim ser versátil. Dakota, ao contrário, falha em tentar ser bad wordy, mesmo se drogando, usando lingerie e agarrando garotos e garotas no filme.

Vale a pena dar uma chance!

Imagens: Omelete, Fotograma Digital e TV, Cinema e Música Blog.

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coment
  • Babee
    18 de julho de 2011 at 23:00

    Eu assisti Rio esses dias, gostei dos gráficos, da história do Blu, ele é uma gracinha! Mas não tem como negar o que você falou, até estava conversando com a Camille sobre isso, o mundo faz uma imagem bem estereotipada do Brasil e essa parte da animação foi falha. Não assisti os outros filmes, mas vou seguir sua dica e assistir 😀

  • Key
    19 de julho de 2011 at 00:21

    Ih, tenho que ver o Deixe-me entrar. Vi a outra versão (sueca?). Eu gostei da versão, essa confesso que fiquei curiosa… mas hoje em dia sou preguiçosa, espero passar na SKY, rs.
    Um Bejo!

    • georges
      20 de julho de 2011 at 17:20

      A versão sueca realmente é muito boa!
      Essa versão americana eu achei tão boa quanto.

  • georges
    20 de julho de 2011 at 17:24

    Eu ainda não vi o "Eu sou po número 4" mas como gosto de uma ficção científica vou dar uma olhada, mesmo tendo lido tantas críticas negativas.
    Em Rio eu concordo com tudo o que você disse e eu já nem ligo mais pra esses esteriótipos.Por curiosidade o diretor é brazuca então era de se esperar menos esteriótipos.