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Impressões sobre o Motorola Razr XT910

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Esse texto está nos rascunhos do blog há um tempão e só agora lembrei de postá-lo. Aconteceu período antes do meu querido e estimado iPhone morrer de vez. Eu sempre tentava consertá-lo, e ele sempre me dava surpresas. Primeiro parou de vibrar. Consertei e parou de funcionar o microfone. Consertei o microfone, só que estava em um péssimo dia para receber a peça, fui ogra e risquei a tela, sem querer. Insisti até rolar uma intervenção do @DanWolks.

"Gaby, pare de tentar consertar esse celular. Já está na hora de comprar outro, pelo amor de Deus!"

“Gaby, pare de tentar consertar esse celular. Já está na hora de comprar outro, pelo amor de Deus!”

Na minha cabeça, meu iPhone se tratava de um aparelho muito bom. Sigo o lema de que enquanto algo estiver funcionando e me atendendo, não há a necessidade de substituição. Tá, o coitado é um sobrevivente de quase três anos. Já o matei em prol dos meus experimentos científicos diversas vezes, já fiz upgrade, downgrade, up, up, down, down, ← → ← → B A e o pobrezinho nunca reclamou. Perdi noites e noites tentando moldá-lo a minha vontade, implicância e insistência. O pior de tudo que ele era um incômodo para o Dan,que reclamava sempre das minhas viradas de noites fazendo pesquisa, que na cabeça dele eram sem necessidade.

Entre a morte do iPhone até a chegada do Xperia S (breve um review desse excelente aparelho), fiquei um bom tempo sem smartphone, quer dizer, sem um que não me estressasse. Dentro dos que me tiraram do sério, estava o Razr, aparelho o qual falarei hoje.

Ano passado, o Dan estava de saco cheio de não ter um bom celular. Ele foi assaltado no Centro do RJ e levaram seu iPhone. A Vivo, muito linda, deu um paliativo meia boca para ele se virar, isso porque somos clientes pós pagos e temos um bom plano. Cansado de tanto ficar na mão, o jeito foi comprar outro. Ficamos em dúvida entre o Motorola Razr e o Samsung Galaxy SII. Pesquisamos muito, fizemos test drive  em diversos aparelhos e por fim o Razr XT910 (eu sempre falei “raz” e descobri que é “razor”) foi comprado.

Optamos por conta de diversos pontos (comparado na época ao SII, Galaxy Nexus e Sony Arc S): o acabamento ser melhor (reza a lenda que o Razr é revestido em kevlar), os acessórios (ele vem com o padrão, cabos HDMI e com um lindo carregador veicular), e o desconto meia boca do programa de pontos, já que a política de fidelização da Vivo para clientes pós é ridícula.

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Devido a alguns probleminhas que contarei abaixo, o Dan acabou trocando-o por um HTC One X, um aparelho do carai que a cultura hype do brasileiro desconhece, e o Razr ficou para mim. Ficou, mas por pouquíssimo tempo. Ele apresentou pontos bem negativos e não sei se são gerais. Lembrando que vale da necessidade de cada um, falarei da experiência que tive. Vamos às especificações:

Tamanho:130.7 x 68.9 x 7.1 mm / Peso: 127 gramas / Display: 4.3-in.; Super AMOLED Advanced qHD(540 x 960) / Feito com fibra de KEVLAR® e resistente a riscos Corning® Gorilla Glass® / Câmera: (câmera traseira) 8MP, HD 1080, Flash LD; (câmera frente) 1.3 MP, P2P video / Memória: 16GB interna (12GB disponíveis ao usuário, sendo 4GB para aplicações/dados de aplicações e 8GB para armazenamento interno) / Processador: 1.2GHz Dual-Core, Processador de Dois-Canais RAM / Possui acelerômetro / Sistema Operacional: Veio com o Android 2.3.5 (Gingerbread)/ Rede: WCDMA 850/2100/1900/900, GSM 900/850/1900/1800, HSDPA 14.4 Mbps (Category 10), EDGE Class 12 – Mais detalhes

É um aparelho potente, rápido e robusto. A tela Super AMOLED de 4,3”, para quem viveu os últimos anos com uma de 3,5”, é quase um tablet. É muito brilhante, chegando ao desnecessário. Se você diminuir o brilho, quase não consegue enxergar ao chegar no “ideal”. Eu estranhei muito no começo, o aparelho não é lá muito anatômico. Tive que comprar uma caneta capacitiva por não conseguir digitar, minhas unhas não se deram muito bem com o teclado, mesmo usando o Swype, diferente do que acontece com o One X e com o Xperia. Em um geral:

  • A câmera de 8MP não é lá uma Brastemp e a frontal trava ao selecionar o botão de trocar. Acho que nunca consegui utilizar a frontal corretamente sem dar crash.
  • O som é muito alto, ponto bastante positivo.
  • Ele é bem rápido, mas trava e dá crash com muita frequência (o aplicativo do Facebook que o diga).
  • Sua customização é quase 100%, me surpreendeu muito.
  • A bateria descarrega numa velocidade assustadora, mesmo ignorando sua existência. Em contrapartida, ele recarrega muito rápido.
  • Fica lento quase todo tempo, principalmente se estiver com o GO Launcher EX aberto. Não cheguei a testar com o Apex (o que uso no Xperia e é muito leve).
  • Tem bastante memória, mas a interna disponibilizada para aplicativos lota para ontem.
  • Esquenta muito. Tomei vários sustos com ele no bolso. Essa característica era recorrente ao usar o 3G.
  • Os aplicativos nativos da Motorola são infernais.
  • O Smart Actions é incrível, organizei minha vida através dele.
  • A integração com o Google nem precisava ser mencionada, já que é a delícia do Android.

Como era de se esperar, impliquei com a aparência. Ele veio com o Gingerbread e eu já namorava a carinha do Ice Cream Sandwich há um tempão. Fiz uma manobra e instalei. Se até meu 3GS tinha a Siri, por que o meu Android não teria uma OS mais bonitinha?

Aprendi a lidar com as suas manias, até que ele deu um defeito muito comum nesse modelo, parar de funcionar a entrada para fones de ouvido. O que muitos não sabem é que isso acontece por colocar no bolso e a maneira de resolver é extremamente simples. Geralmente entra alguma sujeirinha e você deve retirar com uma agulha. Me surpreendi com a quantidade de poeira que entrou, mesmo usando capinha e case. Mantive o plug da caneta e não tive mais problemas quanto a isso.

Depois, do nada, ele morreu e teve que ir para a assistência técnica. Voltou sem funcionar os microfones. Sim, virou um Nextel das antigas. Voltou para a assistência  Retornou redondo, mas desisti dele de vez. Ele ligava e desligava sozinho, muito louco. Não fiz root no aparelho, principalmente pelo fato de não ter caído no meu gosto. Existe a possibilidade de todos esses problemas serem sanados com a atualização para o Jelly Bean. Ou não.

O que achei uma sacanagem foi a quantidade de modelos da linha Razr que a Motorola lançou pouco tempo depois. Sinto como se tivéssemos comprado um protótipo. Conheço pessoas que realmente amam o aparelho e são felizes com ele. Isso não rolou comigo, e nem com o Dan. Me livrei sem o menor remorso, mesmo ficando sem aparelho.

Aprecio tanto iOS quanto o Android e tive o mesmo questionamento do Dan quanto a troca, só que dessa vez o SII contra o Xperia S. Eu pensei em pegar outro iPhone, mas o One X do Dan me surpreendeu e muito, e ainda sim eu queria algo que fosse mais anatômico para minha mão. O Dan queria que eu pegasse outro iPhone, mas tenho muito medo do fato dele ser feito de vidro e eu ser estabanada. Meu iPad está com dois trincados e só dá para ver quando está desligado. Eu assistia a um seriado quando o Dante pulou em mim e derrubou o tablet no chão. Só não troquei o vidro porque não afeta em absolutamente nada, o que seria bem diferente se fosse em um iPhone, que quando cai o estrago é muito maior.

Mesmo sabendo consertar, é estressante aguardar as peças chegarem lá de fora e saber que podem vir quebradas pelo descaso que os Correios fazem com as encomendas. E não pago o que cobram pelas peças que já estão aqui. Aprendi a reparar meus celulares por conta dos preços absurdos que cobram no RJ, vide a peça da vibração que me custou R$ 5,00 contra os R$ 230,00 cobrados por uma especializada no Centro. O reparo do microfone me custou um total de R$ 10,00, a peça com todas as ferramentas. Outra loja me cobrou R$ 450,00. Coloco mais um dinheiro e compro outro. Se estiver na garantia, mando para a autorizada e está tudo certo. Fora isso, me viro nos 30. Eu poderia consertar o visor, mas acho que eu ganharia um divórcio.

Por essas e outras, o lindo do Xperia ganhou e está me fazendo muito feliz. Breve falarei dele, amado e odiado por conta do seu vidrinho brilhante. Para mim, é um dos mais lindos já criados pela Sony. Lindo e funcional.

Imagens: Motorola e TV Wonders.

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