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Mass Effect 2 – favoritado com louvor

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Sempre falo para as pessoas que elas devem fazer as coisas sem expectativas, seja com um filme no cinema, uma conversa ou uma nova carreira, pois podem se surpreender. E quando você menos espera, aquilo mostra ser muito melhor do que você imaginava.

Talvez esse seja o post com mais SPOILERS que eu fiz na vida, então você já está devidamente alertado(a) se decidir continuar lendo. Todas as opiniões contidas aqui são de cunho pessoal. Eu vou tentar não fazer um Mass Effect Guide (um artigo gigante), mas não prometo nada, rs.

A magia acontece na segunda tentativa

Na noite do dia 30 de junho, eu tinha acabado de zerar Bioshock 2, estava entediada e na minha cabeça não tinha nada na “gaveta dos games para jogar”. Já devo ter falado que raramente recomeço algum jogo longo (exceto Assassin’s Creed) e logo fiquei desanimada. Pensei em cantar no Lips, dar uns tecos no Halo: Reach, mas não era aquilo que eu queria.

Daí lembrei que compramos Mass Effect 2 e alguém tinha me dito que era para jogar o primeiro antes (que eu não comprei por ser absurdo o preço no eBay e estar R$ 39,00 na Live, mas no Slim não temos HD – ainda) e que era uma mistura de Halo com Dragon Age.

Alguns dos jogos que viro fã no 360 tem uma peculiaridade: sempre começo do 2. Não joguei Assassins Creed, não joguei Bioshock e sequer dei uma chance para Dragon Age. Me chamem de herege se quiserem, conheço a história de todos pois acompanhei o @DanWolks jogando e sim, joguei a continuação e adorei. É uma coisa minha, não tem gente que gosta de sujar o joystick com cheedar e bacon? Eu curto jogar a continuação antes do primeiro.

Daí, coloquei na bandeja e comecei a jogar. De imediato meus olhos brilharam com o gráfico. Só achei ruim a jogabilidade, odeio shooters em terceira pessoa. Não rolou clima e resolvi deixar pra lá. Comentei com o @DanWolks que tinha começado e ele me pediu para recomeçar pois queria ver a introdução. No dia 02 de julho recomecei e a magia aconteceu.

Na primeira tentativa, minha personagem parecia um pouco comigo, o que não me deixou muito animada. Sempre tentei me criar no The Sims e ter uma personagem que fosse igual a mim era uma conquista pessoal a desbloquear até então. Na segunda tentativa, lá estava eu na TV e foi assustador. A segunda Shepard ficou exatamente igual na aparência, os trejeitos, tudo. Eu nunca tinha conseguido me “criar” em um jogo e me ver em um foi uma experiência incrível.

GabyShepard

Li todas as classes com o maior carinho e como já estou safa da Bioware, sabia que dependendo do que escolhesse eu me ferraria (ou não). O que mais curti foi a classe dos infiltrados e achei bem bacana poder ficar invisível – o que mais uso em Halo: Reach. A mistura de shooter com RPG ficou bacanuda e pode explorar a galaxia a procura de recursos naturais para melhorar a nave e o arsenal também.

O principal elemento que utilizei nesse jogo foi a curiosidade e com ela eu terminei, em 29 horas de jogo, no level 23.

Gaby Shepard ganha uma alma – na Afterlife

Aprendi os comandos e comecei a gostar da coisa. Quando o jogo começou mesmo (já estava na Normandy 2), fui para Omega fazer a primeira missão. E foi aí que o jogo me conquistou.

Chegando na Afterlife, curti muito a música e resolvi explorar. Logo a Shepard estava bebendo, dançando e aquilo foi surpreendente. Não estava esperando uma possibilidade como essa tão… The Sims, não em um jogo que parecia ser sério. Daí lembrei que o game é da EA e estava tudo em casa.

aria2

Tomei porre, fui envenenada e na curiosidade assisti uma asari dançando em cima da mesa. Conheci a Aria e virei fã dela (Don’t bad word with Aria foi clássico).

Acabou que me apeguei a personagem e decidi dar a ela a minha moral. Todas as decisões da Shepard foram baseadas em coisas que eu, Gabrielle, acredito e que faria em seu lugar. O resultado foi uma personagem que só matava se não tivesse jeito, que motivava sua equipe, não os deixava cometer erros, vencia inimigos com as palavras e não deixava os outros fazê-la de idiota. Usava o LT todas as vezes que aparecia e me transformei em uma paragon com um pezinho no renegade.

O jogo em si

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Achei bem interessante os elementos de RPG + Shooter + Sim. A trilha sonora é fantástica e o gráfico maravilhoso.

Descobri minha vocação para sniper e juntei o fato de ficar invisível com headshots bem dados. Só comecei a usar os outros poderes (os meus e dos outros personagens) quase no final do jogo. Eu praticamente só atirava.

Minha sincera opinião é que ME:2 é deveras fácil em alguns momentos. Não tem como você se perder (os caminhos sempre vão para o final da missão), as quests ficam marcadas na galaxia, você tem o mapa dos lugares e o journal sempre te dá dicas a mais para completá-las. Sempre que tiver caixas ou barreiras, aparecerão inimigos e eles nunca vem por trás. Os tiros não ultrapassam as barreiras (mas as caixas sim). O famoso “andar para frente”. Em alguns momentos se torna repetitivo.

Toda vez que você impedir um truta de fazer besteira ele irá te agradecer por ter o impedido e que se tornará uma pessoa melhor. Se deixar fazer o que quer, se sentirá vingado. Sempre assim. Completei a última missão na curiosidade se conseguiria, mesmo com diversos upgrades para fazer na nave.

Encontrei diversas semelhanças com Dragon Age e The Sims, inspirações de Halo e Star Wars. Alguns erros bem dignos de Fallout: New Vegas e não fique frustrado se seu char beber uma caninha com o capacete. O final me lembrou muito Devil May Cry 4 e God of War, mesmo assim, emocionante.

Sem dúvida um dos melhores que já joguei.

Ah, os relacionamentos…

Grunt

O elemento relacionamento “a la The Sims, de um jeito mais profundo” foi algo que me agradou bastante. A dinâmica de Mass Effect (o que apelidei de escolhas) foi o que me fez jogar até o final, saber o que acontece depois de cada frase. Realmente os diálogos são muito mais adultos do que os de Dragon Age e ao jogar, tirem as crianças da sala. Coisas como “Reach” e “Flexibility” tornam o jogo mais leve e engraçado. A atmosfera dos relacionamentos é de certa forma envolvente, até mais do que atirar. Eu era muito malcriada com o Illusive Man e dava umas respostinhas tortas de vez em quando.

Zerei o jogo duas vezes, pois na primeira vez meus dois personagens preferidos – Garrus e Legion – morreram e eu fiquei super triste.

Meu relacionamento com os NPC’s era amigável, até com os inimigos. Sempre impedia os trutas de fazer alguma besteira ou matar alguém para se sentir melhor. Esse lance de que suas decisões mudam o rumo da história é um tempero e tanto, principalmente na missão suicida.

O problema todo é que só fui me ligar de que os personagens podiam namorar quando já estava tudo perdido. Shepard chegou perto de ter um namorado, mas não falarei nem do Garrus e nem disso agora.

Samara

Legion e o Grunt, os quais apelidei carinhosamente de “bichinhos” eram os que mais conversava. Passei pouquissimo tempo com o Leg por ter o achado por último, e gostei de como colocaram de maneira fantastica a sua história e profundidade. Eu era muito fofa com o Grunt. Trolava o Mordin sempre que dava e foi muito divertido saber que ele curtia musicais da Broadway. Era parceira do Jacob. Achava a Tali meio chata, mas depois da missão final em que zerei pela segunda vez e a coloquei para morrer no lugar do Legion (e ela não morreu) comecei a gostar dela. A Jack ficava lá no porão, de vez em quando batia papo. A Samara era minha melhor amiga e foi uma das personagens mais marcantes para mim. O Tane eu falava de vez em quando e era isso aí. Sempre que dava conversava com a Kelly e com o Joker.

Ganhei a lealdade deles logo e perdi a da Miranda ao não concordar com ela. Na verdade, ela era a única da equipe a qual eu não gostava e dei um final merecido a ela. Na missão final, quando zerei na segunda vez, ela morreu. Salvei todos os trutas, menos ela. Cerberus Bitch, ficava se metendo no meu trabalho, tinha que morrer mesmo, rs.

Assim como outros games da Bioware, Mass Effect 2 é triste e em alguns diálogos quando você descobre algo sobre os personagens, vai ficando mais deprê ainda. É daqueles que tudo que puder dar errado, vai dar.

Garrus, I think I love you

garrusImagem: Maddithong

Quando estava fazendo a quest para recrutar o Archangel e achei o Garrus, foi amor a primeira vista. Não sei porque, mas olhei para ele e sairam coraçõezinhos da minha cabeça. De certa forma, o jogo tinha valido a pena só por aquela cena e fiquei arrasada quando falam que ele morreu. Ele se tornou o meu personagem favorito do jogo e está aqui juntinho com Ezio e o Dante no TOP 3. Dei o apelido de “coelho”, por achá-lo parecido com um, só que sem orelhas. Sempre ia bater papo com ele e o levava nas missões, só para escutar ele gritando com os inimigos.

A personalidade dele é de longe a mais interessante, até mais do que da própria Shepard. Me chamem de doida, mas o acho infinitamente fofo, sem contar que a voz do Brandon Keener é tudo.

Eu não me liguei de que podiam namorar de imediato e achei meio bizarro quando o relacionamento dos dois foi ficando meio naughty. Uma humana e um turian (segundo o Mordin, caso fizessem algo a mais poderia até causar doenças). Cheguei até a zoar que beirava a zoofilia uma relação dos dois.

Usando o elemento curiosidade, apertei a opção “vamos ser somente amigos” e game over love, não tinha save anterior. Acabou com um belo caso mal resolvido, ele a ignorando e corações partidos (incluindo o meu). Depois descobri que eles não podem se relacionar bad wordualmente e sim dormir juntos ou se abraçarem, como acontece quando Shepard e outras espécies da nave decidem “tentar algo”. Se você quiser ver o que acontece quando dá certo e a cena mais fofa de todas, clique aqui.

Senti um vazio enorme quando ele morre na missão suicida (os insetos Collectors o comem). Na segunda vez, mando-o levar a doutora de volta para a nave.

Se fosse com a Kelly, tudo seria mais fácil. E cá entre nós, o Kaidan é um babaca.

Conclusão

Quando me falaram que ME seria um dos jogos mais legais já criados, não estavam exagerando. É daqueles que você termina e fica com saudade. Pretendo jogar o 1. A pouco tempo sairam os trailers do 3 e pelo que vi, não vai ficar devendo em nada.

Só para constar, explodi a nave dos Collectors e o “Azulzinho Man” ficou revoltado comigo. Deduzi que se a Cerberus é conhecida como terrorista, dar a nave poderia ter efeitos negativos no terceiro jogo, o qual pretendo importar minha Shepinha.

Acho que todos deveriam dar uma oportunidade ao jogo. O (ou a) Shepard é um personagem memorável, renegado ou bonzinho. Os personagens são bem feitos e suas histórias fascinantes. O cenário e possibilidades, quase infinitas. Necessário na coleção gamer de qualquer um, mesmo para quem não curte o gênero e tem mais de 18 anos.

garruswImagem: Leemo626

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coment
  • georges
    13 de julho de 2011 at 09:05

    Pela primeira vez fiquei com vontade de jogar um RPG.
    Alguns podem reclamar por causda dos spoilers mas eu não me importo muito com isso.
    Tambám tenho essa síndrome de jogar as sequências antes do primeiro.
    Foi assim com Devil May Cry, Resident Evil uma infinidade de outros jogos…

    Esperando a próxima análise.

  • 9flats
    14 de julho de 2011 at 09:44

    Ah concordo!

    Essa foi a primeira vez que tive vontade de jogar um RPG!

    Gostei bastante!

  • Bebs
    15 de julho de 2011 at 10:00

    Pow Gabs, partiu o coração do Garrus, tadinho!

  • Dan Wolks
    18 de julho de 2011 at 07:46

    Como vc bem sabe ainda to no caminho pra zerar o ME2 e ainda vou começar o ME1 mas já estamos a espera do ME3 rsrs

    Esse foi sem duvida um jogão, e graças a ele agora eu não sou o único fã da Bioware da dupla

    Ps: Assuming Control!