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Mudança e Aprendizado

Change

Mudanças… O que falar sobre elas? Que é difícil o ser humano se manter o mesmo por toda a vida? Que todos os dias aprendemos coisas novas E elas nos tornam quem somos hoje e blá blá blá?

Ah, sim, é pra falar das minhas. Vamos falar das mudanças mais rasas para as mais profundas.

Eu tinha planejado para o dia 01/01/2014, porém, morando no RJ é aquilo, só foi possível agora em março. Todo mundo sabe que aqui o ano só começa depois do Carnaval. As empresas não contratam antes disso, as academias ficam lotadas, os mercados parecem ter sido saqueados. O sistema pára. Tudo gira em torno do evento. Para quem não curte, só resta estocar comida e esperar o caos passar.

Pra não dizer que não tive uma vitória esse ano: consegui pedir pizza de madrugada. Ano passado nem padaria estava aberta de dia, o que dirá uma pizzaria de noite.
Voltando ao post: o ano começou e eu já tomei um montão de decisões. Algumas me assustam, como aceitar que não encontrei um dojo com horário acessível e ter de ir a academia. Pode parecer bem estranho ler que eu tinha aversão, mas é sério. Eu já tentei milhões de vezes e só agora estou motivada a levar isso a frente, mesmo que seja pela necessidade de fazer exercício. Quem me conhece sabe o quanto é estranho me ver em roupas de ginástica ao invés de um kimono ou dobok. Tenho que fazer e vou. Por sinal, ontem foi minha primeira aula e tudo correu de maneira bem tranquila. Restou o ácido láctico pra me fazer companhia hoje.

A segunda é procurar emprego na minha área. Me formei em janeiro e pasmem, ainda não caiu a ficha. Todo dia de manhã ainda penso que devo levantar pra ir pra aula e segundos após lembro que acabou. Fico com aquela sensação ruim por não estudar e boa por poder voltar a dormir de manhã bem cedo. Estou ansiosa por isso, quero muito projetar “à vera”. Pelo menos esse tempo está me fazendo repensar qual caminho devo seguir profissionalmente, no que pretendo me especializar e etc.

A terceira é a velha e boa mudança pessoal, quando paramos pra pensar sobre nós mesmo. Um milhão de coisas tem acontecido e cada uma delas com um impacto maior do que eu poderia prever. Deixa ver se consigo ser mais clara nisso.

Tenho tentado ser uma pessoa de mente aberta, dentro das minhas possibilidades, claro. Independente de onde eu vá, se me comprometi em ir, tentarei me divertir. No começo do ano, acompanhei minha prima em um show da Ivete Sangalo (sim, bem estranho vindo de mim) e foi uma noite memorável. Me aproximei de pessoas, que até então tinha uma opinião formada, e me surpreendi muito. Tenho deixado a vida me presentear. Obviamente que sempre com bom senso, nunca colocarei a mim ou a terceiros em risco.

Assim que completei 27 anos coisas estranhas começaram a acontecer. Reencontrei pessoas do meu passado, me reconectei com lembranças até então esquecidas. Revi tudo o que vivi até hoje, tudo que fiz e passei. Decidi abandonar sentimentos ruins por lá, esquecer de vez coisas e pessoas que me faziam (e que eu talvez eu também tenha feito) mal. Consegui de alguma forma deletar da mente e seguir um caminho diferente.

No passado, eu sempre me envolvia (mesmo sem querer) em brigas. Hoje fujo de estresse, discussão e perrengue. Prefiro me ausentar a ter que me desgastar por coisas desnecessárias. Vai ser muito difícil você brigar comigo hoje: se for na internet e me importo contigo, não o farei por chat. Se for pessoalmente, te encontrarei em um outro momento. É difícil para alguns entender isso, que eu não brigo mais. Defendo meu ponto de vista sim, mas levo em consideração o do outro, coisa que eu não fazia antes. Se o debate é infrutífero, me ausento. Também não me envolvo em guerras alheias. Nem quando meus gatos fazem isso, me meto. Aprendi que deve-se deixar que se resolvam sozinhos. No fim, as pessoas se acertam e você é quem fica mal. Isso quando não jogam a culpa em você de algo que você não fez, quando na verdade só teve a boa vontade de ajudar. Já deu de confusão pra mim.

Quando possível, procuro ser mais presente pessoalmente do que ter conversar polêmicas via chat. Se não tiver jeito de encontrar a pessoa, ligo pra ela. Já aprendi que cada um lê do jeito que quer e 99% do tempo interpreta errado o que foi escrito. Um “seu bobo” se torna algo extremamente ofensivo e cruel se deferido para alguém em um mau dia. E a chance de “overreaction” é triplamente maior. Não há entonação de palavras em um chat e acho muito triste terminar uma amizade, ou qualquer tipo de relacionamento que seja, por conta de mal entendidos.

Aprendi a perdoar. Pensei que, se eu não era mais a mesma pessoa, talvez as outras pessoas também não fossem. E mesmo que fossem, nosso ciclo juntos poderia se manter ou ter sido finalizado. Nesse caso, cada um seguiu sua missão na vida um do outro e fim.

O mais interessante é que ao conversar com os amigos do passado, todos eles mencionaram que eu estava completamente diferente da época em que nós conhecemos. Isso me deixou feliz, de fato.

Talvez eu mesma, e também as pessoas que me fizeram algo, nunca tenhamos a chance de nos desculparmos. Esse foi outro aprendizado que obtive: não há nada o que se fazer, liberte sua alma da culpa e do rancor e siga em frente. Deixe pra trás ou pagará por excesso de bagagem. Se você que está lendo isso hoje e me conheceu no passado, saiba que as mudanças ocorreram por aqui. Não sei se irá me reconhecer, mas é só falar comigo e verá. Sem arrependimentos.

E assim vou seguindo minha vida, de leve.

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