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Reprovado: Vivo Fixo

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O post de hoje é de utilidade pública sobre uma “novidade” da Vivo, o Vivo Fixo.

Desde que contratamos aqui em casa só tem dado dor de cabeça. Quem dera tivesse um artigo como esse que estou a fazer na época em que pesquisei antes de fechar o contrato. Teria me poupado muito tempo e stress.

Há alguns anos eu e Daniel optamos por cancelar a NET e seus planos “de venda casada maravilindos” de internet, telefone e TV a cabo, coisa que não usávamos mais devido ao Netflix. Decidimos trocar assim que a Tim Live veio aqui para o bairro, pagando muito menos e tendo um serviço infinitamente melhor.

Graças ao Whatsapp, trocamos nossos celulares para pré-pago, já que a Vivo dá mais benefícios para quem é de cartão do que cliente pós. Pagamos contas astronômicas durante anos de nossas vidas, sem nem utilizarmos os benefícios, dinheiro que poderia ter sido investido em algo muito mais produtivo. Mesmo assim, ainda temos parentes (como exemplo minha mãe) que não possuem smartphone e por isso acabamos reféns da operadora.

Embora o pré pago quebre um galho com a internet quando não estou no Wifi, deixa a desejar quanto a ligações para fixo, por exemplo. Tendo essa necessidade, optamos por contratar o serviço Vivo Fixo, que consiste em ir até a loja, comprar um chip, colocar em um celular qualquer e ter um número fixo com benefícios como fixo, Vivo local e Vivo DDD ilimitados, por R$ 29,90. Tudo muito bonito na teoria, já na prática.

O trâmite foi rápido, o prazo de ativação de 24 horas. Tivemos um problema pois o atendente da loja esqueceu de ativar (estava sem sistema no dia que fomos) e tivemos que voltar. Fomos instruídos a fazer uma ligação para um número Vivo no endereço de residência e pronto. Após a ativação que começaram nossos problemas.

Cheguei em casa e ativei. Funcionou normal na primeira ligação. Após usar em outros cômodos do apartamento, começamos a ter como retorno a seguinte mensagem:

“Seu Vivo Fixo não está no endereço cadastrado para uso. Para completar sua chamada, é necessário que você esteja no endereço onde o serviço foi ativado. Obrigado.”

Desliguei o aparelho, religuei. Mesma coisa. Fiz uma nova busca por redes nas configurações, nada. Fui até o ponto da casa onde havia feito a primeira ligação, idem. Resolvi ligar para a Vivo e nem ligação para a própria central o telefone faz. Liguei do meu celular.

A atendente resetou as coordenadas, me instruiu exatamente igual ao dia da compra. Funcionou para a primeira chamada e depois voltou a dar problema. Liguei novamente, mesmo procedimento, posteriormente, mesmo problema.

Resumindo: Vivo Fixo é um tiro no pé. A proposta é boa, mas a infra não. Me arrependo amargamente de ter contratado esse serviço e ainda terei que pagar uma conta sem nem ter tido o prometido. Diferente do que escuto sobre o serviço de outras operadoras (algumas funcionam no bairro inteiro), a Vivo foi um grande erro. Me decepciona, tal qual até tempos atrás era a operadora com melhor sinal e suporte. Pretendo cancelar o mais breve possível. Caso estejam na dúvida, não contratem.

Nota final: 0 – Reprovado.

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Wolkices

Ah, a Páscoa…

Fonte

Deixe-me contar uma historinha pessoal para vocês.

Quando eu era criança, a Páscoa era uma data muito estimada, até mais do que o Natal. Não posso reclamar de que eu não recebia ovos de chocolate, até porque era o único momento do ano em que eu ganhava algo que eu queria. Era sempre o maior ovo que eu pudesse encontrar no mercado local, geralmente dado pela minha avó materna ou pela minha mãe.

Ganhar o tal ovo me fazia sentir um misto de felicidade, excitação, ansiedade e medo, já que minha mãe me vigiava para não abrir os ovos até o domingo de Páscoa, a não ser se ela decidisse abrir antes. Na minha cabeça, era uma espécie de tradição.

Até uns seis anos de idade, minha mãe fazia pegadinhas de coelho de café no chão, que terminavam onde ela havia escondido o(s) ovo(s).  Toda manhã de Páscoa, eu acordava elétrica, sedenta. Era divertido procurar, mesmo que ela escondesse sempre nos mesmos lugares e eu tendo convivido com ele(s) em cima da geladeira por uma semana ou duas.

Minha inocência infantil me levava a achar curioso o fato do coelho deixar pegadas de café, me perguntar como que ele se meteu no pote de café da bruxa da minha avó paterna, e porque minha mãe sempre aparecia com as mãos sujas de marrom naquele dia. Como um ser tão pequeno conseguia carregar um ovo tão grande e pesado, eu queria mesmo saber.

Depois que descobri que era ela quem deixava as pegadas, mantive o mesmo entusiasmo. Mesmo achando os ovos, me fazia de confusa para continuar a brincar de “quente-frio”. Acho que ela ficava feliz em fazer parte desse ritual, e é uma das lembranças mais bacanas que tenho desse tempo. Fazia com os outros dias fossem mais leves.

A base que fui crescendo, coisas foram mudando. A Páscoa deixou de ser caça aos ovos. Já não tinha mais essa de pegadinha de café. Fui criada em uma família católica, e na catequese havia a contagem regressiva para a data. Ler para toda a igreja durante a missa da Páscoa era muita honra. Já na escolinha, eu era escalada na missa das crianças para ler no microfone pelo grupo de oração. Diziam que eu tinha a “voz forte”. A verdade é que eu sempre lia a bíblia em voz alta para toda a turma, e o fundamental, não me importava nem um pouco com aquela multidão, muito menos em falar ao microfone.

Acordávamos cedo com destino à missa, para louvarmos a Ressurreição de Jesus. Todos ficavam muito emocionados, chegavam a chorar. Havia grande carga emocional envolvida. Era interessante como todos se amavam durante a festa, se abraçavam, desejavam o melhor. E minutos depois estavam falando de atributos uns dos outros pelas costas, esquecendo-se completamente do propósito da comemoração. Humanos sendo humanos, sempre.

Mas eu, como criança, ficava alucinada com tudo. Eu não ligava se diziam que meu vestido verde-da-cor-daquela-canetinha-da-Compactor-que-ninguém-usava era inapropriado para a festa de Páscoa.

Quando somos crianças não temos noção do capitalismo e tudo mais, só reproduzimos aquilo que nos é ensinado, mas eu tinha noção que muitas crianças não ganhariam ovos naquela data. E eu, em minha inocência de criança, pedia para Ele poder cuidar delas e trazer a mesma felicidade que eu estava sentindo, já que não acreditava mais no Coelho da Páscoa e sabia que minha mãe e minha avó não podiam comprar ovos e pelúcias para todas as crianças carentes do mundo.

Chegava em casa primeiro que todo mundo, mas como não tinha chave, corria a toa. Ao entrar, abria os ovos com toda a velocidade que eu possuía e até mais. Esse que era o grande barato para mim, abri-los. Nem precisava ser meu, a alegria era a mesma, mesmo sabendo o que tinha dentro. Eu queria fazer engenharia reversa, mesmo antes de saber o que era isso. Eu os devorava com uma satisfação tão grande, parecia que minha vida dependia daquilo.

E de lá íamos para a casa da minha avó materna. Almoçávamos com ela, com minha madrinha e um infinito de gente. De brinde tinha de aturar alguns primos pedantes, daqueles que deferiam comentários ácidos de favoritismo por não terem recebido o maior ovo da vó de presente, e ainda tinham esperança de ganhar os dos outros.  Mas estava tudo em casa, o desvio de caráter deles não era forte o suficiente para estragar tudo, mesmo que chorassem.

O tempo foi passando, pessoas foram partindo. Minha madrinha deixou essa terra e décadas depois, minha avó também. E junto com ela muitas das tradições que uniam a família se foram também. Inclusive a Páscoa. Não mais a animação de plásticos se abrindo, papel laminado sendo amassado, desejos de futuro melhor, agradecimento por estarmos vivos, abraços emocionados, almoço pra cento e cinquenta pessoas, a felicidade genuína e não capitalista do que representava essa data. Nada. Só o vazio de um individualismo, forçado ou não, levando em conta que vivemos em tempos perigosos que afastam famílias. Um vazio causado pela ausência de um elo que fazia questão dessa união e só desistiu quando se rompeu.

E tudo isso virou lembrança.

Aprendi que chega um momento na nossa vida em que podemos comprar nossos próprios chocolates. De que iremos ajoelhar e fazer preces por conta própria. Algo sempre estará faltando. Iremos desejar coisas boas e proteção para sua família, amigos, pessoas com quem nos importamos. Muitas vezes sem nem ter voz, calor ou entusiasmo. E esse vazio pode vir a crescer, a base que perdemos quem amamos ou com a lembrança de tempos com pessoas que jamais voltarão. Como que se a cada ano tivesse menos significado, mesmo que arrumemos nosso próprio, mesmo quando estamos construindo nossa própria família. Sempre teremos algo que jamais será superado. E é como se uma parte boa da nossa vida fosse tirada a força da forma mais dolorosa possível, sempre, nessas datas.

E assim, vamos seguindo.

Talvez seja essa a reflexão que Ele queria ensinar. De não desperdiçar nossos valiosos dias como sempre fazemos. De fazer valer a pena, tudo, sempre. Do fim e do começo, e vice versa. Talvez esse seja o real significado de morrer e renascer. De morrer e renascer todos os dias, até o dia que não mais será possível voltar. De virarmos lembranças.

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Cotidiano

A internet está acabando com as amizades?

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Sábado de Aleluia. Acordo e como todos os dias dou uma olhada na tela do celular para ver as horas. Lembro-me que estou de folga e posso me dar ao luxo de enrolar mais um pouquinho.

Vejo as notificações, e posteriormente a timeline do Facebook. Me assusto. Três amigos que não tem qualquer ligação entre si compartilhando coisas que se ligavam: Todo mundo agora tem opinião, tenha embasamento ou não. E as amizades estão terminando por isso. Meu amigo Luca era uma dessas pessoas. Ele compartilhou um texto muito bom e teceu um comentário bastante pertinente:

Tem gente que se apega tanto a própria opinião que quando questionado da origem da mesma se irritam, te acusam de chato, mas não sabem explicar o por quê de terem aquela opinião. Pois ela não foi pensada, advinda de estudo e contemplação, mas surgiu da reprodução da opinião alheia. E se apegam tanto a essas opiniões que estas se tornam suas verdades. E lhes doem ter suas verdades questionadas pela razão, quando se pede evidências que sustentam determinadas ideias.

Se tornou comum me deparar com pessoas aborrecidas, se sentindo sozinhas, tendo apenas uma ou duas amigas, muitas vezes com horários divergentes, para conversar. Pessoas essas que se preocupam com fontes, com algo além do discurso “é minha opinião e você tem que respeitar”, “é gosto, e gosto não se discute” ou “é assim porque eu quero, não discorde de mim nos meus posts”. Estão entrando em reclusão, com a impressão de que ser usuário de internet virou um aborrecimento. Ter didática e querer fazer o outro pensar se transformou em uma maldição.

Será mesmo?

Sim. Pessoas estão se separando por causa do famoso “chorume” das redes sociais. Ou se unindo em sua ignorância.

Chegamos no ponto onde (como se fala no link acima):

O mal que há nessa “democratização” dos veículos é que se formam crenças sem fundamento, mudam-se as opiniões das pessoas, afirmam-se absurdos em que muita pessoa ingênua acaba acreditando. Sim, porque estudar, comprovar metodicamente, testar a validade, tudo isso dá muito trabalho.

Se o ser humano precisa evoluir sua maneira de pensar, expandi-la, logo, por que será que a internet ao mesmo tempo que traz o conhecimento também traz a ignorância? É mais cômodo e mais prático. Vivências anuladas, pessoas que sofreram agressão, silenciadas. E por favor, é aqui que quem não faz isso quer descer. E rápido. Uma decisão precisa ser tomada.

Tenho tentando ajudar os amigos que estão passando por essa fase, sofrendo pelo término de relações frustradas, pelo sentimento de solidão. Mas, diferente delas, eu não tenho qualquer problema em cortar relações. Vim para esse mundo como um ser desapegado que sabe a hora de parar. Tenho uma afiada visão a longo prazo. E pessoas se vão. Se for colocar numa balança, eu sempre faço muito mais pelos outros do que o contrário, então minha consciência está sempre tranquila. Seja amizade, família, amor. Quando acabar, acabou. Só peço que não me procure quando tomar um choque de realidade. Que vai tomar e não vai demorar.

Meu problema mesmo é a educação. Muitas dessas pessoas problemáticas já foram na minha casa. E eu as recebi pela mesma razão as quais as mantinha no meu perfil no Facebook, por educação e tolerância. Nem bem-vindas eram, tudo por consideração a outros. E muitos desses outros nem significam alguma coisa hoje. Que gasto de energia. Que perda de tempo!

A internet não é culpada por esse momento. Ela é uma ferramenta, e como toda ferramenta, precisamos de sabedoria. Sabedoria que nem todo mundo tem o cuidado de saber usar. Preferem bater parafusos com martelos. Cabe a quem preza sua saúde mental saber filtrar o joio do trigo. Aprender a varrer a sua casa e passar um pano molhado depois.

Sem culpa, de boa. Quando estamos de boa, aquilo que tinha valor ontem, hoje pode não ter a menor importância. Afinal, quanto mais conhecimento você adquire, menos amigos você tem. E temos de aprender a conviver com isso.

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