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Quase certa de que a Steam não é de Deus

STEAM

Em tempos de gadgets, internet digna e hardwares potentes (sou desprovida desse), meus amigos sempre me avisaram de caminhos sem volta, como o da Apple. Realmente, não sei como seria minha vida hoje sem o “iPhilho”. Me atende em tudo, até mais um pouco do que preciso e sou feliz com ele. E você consegue se desvencilhar se quiser, vide exemplo o Dan, que saiu do mundo de Jobs e virou Android addicted.

E o da Steam? Tem volta?

No dia 22 de fevereiro de 2011, após muita insistência alheia, criei meu perfil. Naquela época não tinha muita função para mim, que era adepta do Xbox 360, da Live, de vem em nunca jogava no computador um ou outro jogo casual (lê-se PopCap e Reflexive Arcade) e seguia a vida dessa maneira.

Acompanhando blogs por aí, conheci o Humble Bundle e a magia de que por apenas um obama (hoje pago um pouco mais) se comprava cinco jogos super legais. Após receber a confirmação no e-mail e descobrir a integração com a Steam, utilizei a chave e minha alma começou a ser negociada.

Todos falavam que a Live era absurda de cara, que a Steam sempre tinha super promoções, que o patrão estava sempre maluco e os preços eram estilo Batman na feira da fruta. Eu achava engraçado porque toda vez que eu olhava o catálogo, via jogos no hype com o mesmo preço de loja física.

E um dia eles me pegaram. Minha visão começou a mudar quando descobri que a Valve liberava jogos de graça, como o primeiro Portal e Team Fortress 2. “Hum… a Live nunca me deu nada completo” pensei.

E por falar em Portal, nunca citei aqui no blog, mas zerei as duas edições. E sim, amo a GLaDOS e super rola uma identificação maligna com ela. Por sinal, sua voz é meu toque de celular “Hello? Where are you? I know you’re there. I can feel… you here”, para desespero do Daniel, que a odeia com todas as forças.

Bolinha vai, bolinha vem, o ano passou voando e alguns bundles depois (comprá-los é tipo uma tarefa de desapego em tempos de Pirate Bay) estava começando a promoção de fim de ano. Não entendia porque todos estavam eufóricos, vidrados, especulando desesperadamente por essa promoção. Daí vi o motivo, é pior que shopping no verão com liquidação de inverno.

O primeiro jogo que comprei na Steam foi um que me marcou na adolescência: Vampiro – A Máscara. Foi uma compra inútil, admito. Tenho sérios problemas com gráficos, já devo ter contado isso por aqui. Comecei a acreditar que ter um computador potente pode ser mais vantajoso que um console, embora prefira o joystick ao teclado.

Ganhei o Borderlands do meu truta Alexandre e o The Sims 3 por ¼ do preço do Daniel. Comprei The Witcher a preço de banana. Portal 2 foi quatro reais, se não me engano. Todos jogos que eu realmente queria, mas meu computador não roda nenhum deles. Algo na nossa cabeça fala que é um investimento futuro. E temos que comprar um desktop de qualquer forma para o nosso escritório mesmo.

A Steam já me salvou de péssimas noites na casa dos parentes. Portal que o diga. Zerei os dois em três noites na casa de uma que tinha um bom hardware e internet 10 megas.

games

Hoje tenho 40 jogos (essa imagem é de parte da minha biblioteca), pouquíssimo se for comparar com um gamer de PC. Alguns grátis para jogar, alguns bundles, outros comprei na feira Valve. E acho interessante a lavagem cerebral que a Steam faz com a gente (não sejamos hipócritas e vamos admitir que todos aqui já rodaram um piratinha em algum momento da vida) torça o nariz para um amigo que fale “vou baixar”. Você pensa “Cara, espera a promoção da Steam, vai vir super barato e com os DLC’s”. Coisa estranha.

Tenho controle dos gastos, pois cada promoção de dois dólares faz com que no final das contas você leve uma facada, esqueça que está no Brasil, do câmbio e todas essas armadilhas para quem compra coisas lá de fora. Geralmente coloco os jogos que realmente me interessam no carrinho e na lista de desejos, para não correr o risco de uma surpresa desagradável. Os bundles só compro se gostar de dois ou mais jogos e não caio naquela de “pague mais de sete dólares e leve tal” se não for do meu gosto. Comprar algo que não vai jogar é dinheiro rasgado e jogado fora.

Também tento avaliar o custo benefício de um jogo na Steam X Live. Por exemplo: Ontem de madrugada Fallout New Vegas foi a quatro dólares. A edição final com todos os complementos e suporte se lançarem novos, por nove. Eu realmente gosto desse jogo (mesmo bugado) e gostaria de tê-lo na Live, onde ele custa nesse momento quarenta reais. Atualmente tem quatro complementos lançados. Cada DLC na Live custa 800 MP, que fica em torno de uns vinte reais. Dá um bom dinheiro no total. Ou seja, a versão final na Steam sai pelo preço de um DLC na Live, é um jogo que dá para jogar no teclado de boa e a diferença total no valor é absurdamente grande.

Comprei toda a coleção de Commandos, jogo clássico o qual o Dan é fã, por cinco reais. Tenho fé que Grim Fandango figure na loja algum dia.

A promoção de verão está rolando e eu já bati a minha cota. Agora só no Natal. Nada de verificar via aplicativo mobile e se entrar na loja clico logo na comunidade.

Se quiser me adicionar, meu user é Gaby Wolks e aceito convites para duelar no Magic e co-op no Portal 2. Um dia, quem sabe, eu compre (ou ganhe) CS ou L4D. Só o destino dirá!

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coment
  • Alexandre Silva
    20 de julho de 2012 at 16:40

    O Steam mostra o sucesso que é a distribuição digital de jogos. Por isso que eu falo que essa será a tendência da indústria pros próximos anos, investir mais no mercado digital e deixar as mídias físicas para quem gosta de edições de colecionador.

    Os jogos digitais que são vendidos por US$ 60 apenas tem esse preço porque os lojistas de varejo mandam que a publisher venda o título pelo mesmo valor da edição física, e não criar um desequilíbrio muito grande no mercado. Mas quando chegam as promoções, não tem como comparar os descontos.

  • Dan Wolks
    20 de julho de 2012 at 17:04

    Realmente a Steam tem se mostrado uma ótima opção, há muito tempo atrás eu era mais aberto a jogar no Pc em épocas de SNES ainda, mas hoje em dia com o X-Box confesso que rola um preconceito com a falta do joystick, para jogos de estratégia tipo commandos é ótimo jogar no Pc, um Age of Empires também fica muito bom, mas para os jogos de RPG tipo o The Wicher eu ainda prefiro o console, mas é fato que os preços praticados são um absurdo. Dentro em breve montaremos um bom desktop mesmo hoje em dia é necessário

    Falando nisso, ainda não jogamos o Commandos =D

  • Michelle
    21 de julho de 2012 at 23:38

    Eu no Steam só tenho os HIB (é o terceiro Bundle e ainda não joguei todos os jogos).
    O “bom” de ter um notebook que não roda os jogos AAA é que eu não estouro o limite do cartão nas promoções do Steam, haha. Até deu vontade de comprar o Portal 2, mas meu note só rodaria muito bem e tenho problemas em jogar jogos na configuração mínima.

    Eu adoraria que a PSN fizesse promoções assim, ela ganharia mais do meu dinheiro.