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Zerado: Mass Effect

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Gaby, review do primeiro depois do segundo?

Lembro-me de quando fiz o review da segunda edição de Mass Effect diversas pessoas vieram apontar seus respectivos dedinhos e me condenar por não ter jogado o primeiro antes. Me chamaram de herege e até questionaram se eu era gamer de verdade. Assim como falo quando começo um post sobre cinema, não ligo para isso, de verdade. Gosto de ter minhas experiências e não me basear na dos outros. Estas podem até agregar às minhas, mas nunca substituí-las. Não joguei o primeiro por motivos pessoais, explicados logo no começo do outro post. As pessoas deveriam parar de se preocupar com as escolhas das outras e se concentrar na sua própria experiência (e além também).

Caro amigo leitor do blog, se você não liga em importar seu personagem, pode continuar lendo. Sem cordas amarradas. Ah, senta que lá vem o SPOILER. =)

Jogar o segundo não me impedia em nenhum momento de começar o primeiro. E foi o que eu fiz. Durante uma das madrugadas no começo do mês (eu comecei a escrever o post um dia após zerar) terminei o primeiro Mass Effect. Demorei menos tempo que o segundo, embora tenha dosado os dias de jogatina. Posso dizer com toda a certeza que gostei bastante do jogo e super indico!

Para começar, queria deixar claro que a “maldição” de quem joga o segundo antes do primeiro passou longe daqui. Na verdade, ter zerado Mass Effect 2 serviu mais a nível de pesquisa, de ver o prelúdio dos personagens do que “estragar a surpresa”. A jogabilidade do segundo é praticamente mastigada comparada ao primeiro e foi essa dificuldade que me deu a sensação de complemento, da ligação reversa. Quem jogou Dragon Age 2 sabe do que estou falando.

Primeiras impressões sobre um jogo peculiar

Mass-Crew
Ignorei os gráficos (embora alguns bugs como a lenta renderização não conseguiram passar batido) que nem é tão ruim quanto pintaram e demorei algum tempo para pegar o jeito. Na primeira fase, apertei todos os botões em sinal de desespero, buscando sedentamente pela esquiva. Atirar nesse jogo e usar seus biotics não é tão simples. Se for avaliar, tudo é mais dificil, desde atacar, se esconder a ressucitar seus companheiros. Eu adorei isso. De certa forma, ME está para Halo assim como ME2 lembra Gears of War.

A história de ME é tão interessante quanto a do segundo, mas não tão intensa. Em contrapartida ao sucessor, é muito mais esclarecedora. O final é surpreendente, a explicação para Citadel e os keepers é de deixar qualquer um com raiva.

As quests são demoradas demais e se tornam massantes em alguns momentos. Não consegui ter a sensação de “não ver o tempo passar” e cheguei a dividir algumas quests por exigir tanto tempo. Isso foi sanado no 2.

A primeira coisa que senti falta foi o fato de não ficar invisível e que você começa cru de verdade. Ao deparar com o mapa visível todo o tempo no canto da tela, diversos pontos e categorias a serem upados, menu de equipamentos, armas que esquentam e tem bala infinita, tomei um susto. Tudo muito mais complexo e de certa forma, divertido. Fiquei decepcionada pela substituição desses elementos do 1 no 2, principalmente se tratando do menu de equipamentos e do mapa. As armas esquentarem não era um problema para mim, que segui o caminho de sniper. Acabar balas, sim.

Outra coisa que me assustou um pouco foi o Mako. Depois que aprendi a dominá-lo, não teve para ninguém. De imediato, é complicado de guiar/atirar e exige prática. Tive a sensação de que 60% do jogo você passa pilotando o “carrinho” e fazendo altas manobras pela galáxia com ele. Facilita e muito, até porque os mapas são gigantes para explorar a pé. Mesmo assim, fica boring após um tempo, pois tirando dois ou três planetas, você tem de fazer o mesmo trajeto.

As fases são bem semelhantes (vide os esconderijos de facções rivais) e sempre temos a mesma aparência: uma sala enorme, corredor, outra sala, no meio de um planeta inabitado com inimigos devidamente marcados no mapa. Quando aparecia “jammed” nem me assustava, pois sabia que eles só viriam pela frente. A inteligência artificial dos personagens em alguns momentos é imbecil e irritante. Praticamente resolvi os problemas sozinhas. Meus companheiros ficavam “bloqueados” em nada.

Levando tudo isso em conta, achei até interessante ter tido a experiência do segundo antes.

Sheps Paragon e sua trupe

paragon

Segui o mesmo estilo que a Shepz que construí no segundo: mulher, aparência igual a minha, Paragon legal (consegui zerar como 100%), infiltrada, sniper e parceira dos Krogans. Devo ter deixado de matar metade do elenco do jogo por ter seguido o caminho da bondade, o que não ocorreu ao assistir o @DanWolks jogar, já que é renegado.

Minhas escolhas eram sempre pelo “bem comum” disfarçadas com uma leve gota de maldade: salvei o Conselho para ver alguns trutas da odiada Aliança morrer, coloquei o Kaidan para morrer por não ter ido com a cara dele desde o segundo (e me arrependi, a Ashley é irritante), convenci o Wrex, convenci o Saren (ele se matou após), coloquei o Anderson no conselho, não dei os dados pro Illusive Man, reportava o que acontecia para o conselho, não matei o líder dos Biotics, não roubei no cassino e ajudei diversos personagens a irem para a rehab. E fiquei feliz sendo assim.

A Normandy era escura demais e eu quase não andei por ela por achar cansativo. Diferente do 2, quase não lidei com meus tripulantes, exceto Joker. Não descia para conversar com ninguém. Minha crew ficou por conta da Tali e Wrex e sim, dei uma shotgun na mão dela. Além deles, só usei a Liara para a quest onde deve-se derrotar sua mãe. Nem fiquei magoada de saber que morre todo mundo depois. Não gostava deles mesmo.

O relacionamento entre os personagens é bem mais raso do que no segundo. Por falar nos diálogos, no 1 são mais “contidos” e não menos engraçados, vide Wrex trolando ou o Garrus chavecando a Tali nos elevadores de Citadel. Por falar neles, me dava raiva escutar as notícias e nada do que a Shepard fazia davam o crédito para ela. Era sempre a Aliança ou o Conselho. Bando de ingratos.

A falta de loyalty é um dos pontos altos da primeira edição. Sua crew te respeita e segue sem precisar que você prove que “se importa”.

mako

Sobre os trutas da Normandy:

  • Quase não interagi com meu amado Garrus, mas gostei de saber como ele se tornou tão rebelde. Seu jeito garoto mal é tãooooo bad wordy, rs.
  • Minha admiração pela Liara (leia Mass Effect Redemption) cresceu. Adoro a personagem e no gibi mostra que ela é a personagem mais fiel ao Shepard em todo o universo. Obriguei o @DanWolks a namorar com ela.
  • Ashley e Kaidan? Por mim os dois podiam virar churrasquinho de Collector que eu não ia ligar.
  • A Tali é uma fofa sem precedentes e não sei porque não gostava dela antes. Descobrir que ela sonha em morar no Flux ou levar a “idéia” para a Flotilla foi uma das coisas mais legais. Tali, sua piriguete!
  • Wrex é o cara, quer dizer, O krogan. E me fez ver o Grunt como um molequinho bobão perto de sua coragem e força.

Fiquei frustrada porque não consegui beber no jogo e por terem colocado uma Shepard dançarina tímida no 2. Ela requebrando no Flux é sensacional. E tomei odinho da mãe relapsa que ela tem.

Saren deu algum trabalho para vencer, por ficar pulando o tempo todo e o matei com… a pistolinha. Não criei o laço que todo mundo fala que rola, que ele é um vilão inesquecível e tal. Sinceramente, ele foi até fácil para a Shepard. E ainda dei a honra ao Wrex de certificar-se de que estava morto, como prometido anteriormente.

Logo após ter zerado, o @DanWolks comprou as expansões. Não localizei uma maneira de jogá-las. Embora eu tenha zerado o segundo duas vezes (e recomecei mais uma agora) não pretendo jogar novamente. Coisa minha, respeitem, rs.

Que venha o terceiro!

 

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coment
  • Cae Skywalker
    31 de agosto de 2011 at 01:33

    Agora que jogou o primeiro, pega o segundo pra jogar novamente com o mesmo personagem, pra dar andamento na trama que você ajudou a formar =]